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Como tirar a ANTT: o que é preciso e por onde começar

Todo mundo fala em “tirar a ANTT”. O documento se chama RNTRC — e este é o mapa completo do que ele exige, antes de você abrir qualquer site.

11 minAtualizado em 18 de agosto de 2026

Motorista mexendo no celular dentro da cabine do caminhão, com o volante e o painel à vista

Se você chegou aqui procurando como tirar a ANTT, o que você quer é o RNTRC — o Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas. A ANTT é a agência que mantém esse registro, e no dia a dia o nome dela colou no documento. Ninguém vai te corrigir na balança, mas saber a diferença evita você se perder procurando informação. A distinção está em RNTRC e ANTT são a mesma coisa?.

Este texto é o mapa geral: o que reunir, quanto custa, quanto demora e em que ordem atacar cada coisa. Se você já tem tudo em mãos e quer o passo a passo de tela, vá direto para como cadastrar pelo gov.br.

Antes de tudo: você precisa mesmo?

A obrigação nasce de duas condições que precisam valer ao mesmo tempo: transportar carga de outra pessoa e receber por isso. Juntas as duas, o registro é obrigatório — e não importa o tamanho do caminhão, a distância da viagem nem a frequência.

Levar carga própria, sem cobrar de ninguém, não exige RNTRC. O caso que confunde é o de quem leva a própria mercadoria e, na volta, traz carga de um conhecido cobrando pelo serviço: essa segunda viagem é transporte remunerado de terceiro, e é ela que cria a obrigação.

Se você tem dúvida sobre a sua situação, vale ler antes o que é o RNTRC e quem precisa ter — economiza o trabalho de reunir documento para um processo que talvez não se aplique a você.

Os quatro requisitos, e o tempo real de cada um

Esta é a parte que os textos sobre o assunto costumam resumir em uma lista sem contexto. O que decide o seu prazo não é a quantidade de itens, é quais deles dependem de terceiros.

ExigênciaOnde se resolveTempo realista
Conta gov.br prata ou ouroApp gov.br, internet banking ou certificado digitalMinutos, se for pelo banco
Curso TAC ou 3 anos de experiência comprovadaInstituição credenciada pela ANTTDias a semanas — é o maior gargalo
Documentos pessoais e o CRLV de cada veículoVocê mesmo, com o celularUma tarde
Seguros RCTR-C, RC-DC e RC-VCorretor de segurosDias, e vira custo recorrente

A leitura útil dessa tabela é a ordem: comece pelo curso e pelos seguros, porque eles dependem de outra pessoa e de prazo. Documento e conta gov.br você resolve enquanto espera. Quem faz o contrário separa tudo, senta para preencher e descobre que vai esperar duas semanas.

A conta gov.br é a porta, e ela fica fora da ANTT

O sistema de registro só abre para conta gov.br de nível prata ou ouro. Conta bronze — aquela criada só com CPF e senha — não entra. Muita gente descobre isso depois de reunir todo o resto.

Subir de nível tem três caminhos: reconhecimento pelo internet banking de um banco credenciado, validação facial pelo aplicativo gov.br cruzando com a foto da CNH, ou certificado digital. O do banco costuma ser o mais rápido para quem já usa o aplicativo. Os detalhes e os problemas comuns estão em conta gov.br prata ou ouro.

O curso TAC é o que mais atrasa quem está começando

Para o primeiro registro do transportador autônomo, é preciso ser aprovado no curso TAC ou comprovar pelo menos três anos de experiência na atividade.

A palavra que decide é comprovar. Dirigir há dez anos sem nada no papel que demonstre isso não substitui o curso — e é aí que muita gente experiente se surpreende. Se você não tem registro anterior, carteira assinada ou contratos que sirvam de prova, o caminho é o curso. Trate isso como a primeira providência, não a última: o resto do processo fica parado esperando a aprovação. Está detalhado em curso TAC: quem precisa fazer.

Os seguros passaram a ser condição, não recomendação

Desde 18 de julho de 2025, com a Resolução ANTT nº 6.068/2025, três seguros são exigidos para inscrição e para manutenção do registro: RCTR-C (danos à carga em acidente), RC-DC (roubo, furto e desaparecimento) e RC-V (danos a terceiros).

Eles cobrem riscos diferentes e não se substituem — por isso a norma exige os três. E a exigência alcança quem já tinha registro: sem comprovação, ele pode ser suspenso ou cancelado. Se você tem apólice antiga, converse com o corretor antes de assumir que está coberto; seguro de casco protege o veículo, não a carga nem terceiros. O detalhamento está em seguros obrigatórios do RNTRC.

Os documentos, e o erro que faz o pedido voltar

Para o autônomo: CNH dentro da validade, CPF, documento de identificação, comprovante de endereço e o CRLV de cada veículo que entrará na frota. Para empresa: CNPJ, contrato social, documentos do responsável e do responsável técnico. Para cooperativa: CNPJ, estatuto e ata da diretoria.

Foto de celular é aceita — não precisa de scanner nem cópia autenticada. O que derruba um documento é a legibilidade e, principalmente, a divergência de dados: chassi ou RENAVAM digitado com um caractere trocado gera pendência e o pedido volta. Confira caractere por caractere contra o CRLV. A lista completa está em documentos necessários para o RNTRC.

O veículo precisa estar no seu nome

Este item merece destaque porque é a causa número um de processo travado, e quase nunca aparece nas listas de requisitos.

Se o CRLV está no nome de outra pessoa — pai, irmão, cônjuge, outra empresa do grupo, ou um banco por alienação fiduciária —, não basta informar a placa. É preciso contrato de arrendamento antes de vincular o veículo à sua frota.

Descobrir isso no meio do preenchimento custa dias. Olhe o nome no CRLV hoje, antes de qualquer coisa. O caminho para resolver está em veículo de terceiro no RNTRC.

Quanto custa tirar a ANTT

O registro é gratuito. A ANTT não cobra pela emissão, e o próprio transportador faz o processo no sistema oficial sem pagar nada à agência.

O que tem custo são as exigências em volta: o curso TAC, quando você não consegue comprovar os três anos, e os seguros obrigatórios, que são despesa recorrente. Se você contratar assessoria — a nossa ou qualquer outra —, está pagando pelo serviço de resolver o processo, nunca pela emissão.

Guarde essa distinção como defesa: quem disser que cobra “a taxa da ANTT” para emitir o seu RNTRC está mentindo, porque essa taxa não existe. É o golpe mais comum contra quem está começando.

Quanto tempo demora

A parte dentro do sistema é rápida: com tudo em ordem e conforme, o registro sai e você já emite o extrato. O tempo real do processo é consumido antes disso.

Por isso a resposta honesta é: depende de quanto da lista você já tem. Quem chega com conta gov.br no nível certo, experiência comprovável, veículo no próprio nome e seguros contratados termina no mesmo dia. Quem precisa fazer o curso do zero e ainda vai contratar apólice conta em semanas.

Desconfie de quem promete prazo fixo sem antes olhar a sua situação. O prazo não depende de quem faz o processo — depende do que falta para você.

Por onde começar hoje, em ordem

  1. Confira o nome no CRLV do veículo. Se não for o seu, o arrendamento entra na conta e muda o prazo.
  2. Veja se sua conta gov.br é prata ou ouro. Se for bronze, resolva pelo banco agora — leva minutos.
  3. Avalie se consegue comprovar 3 anos de experiência. Se não, matricule-se no curso TAC hoje: é o item mais demorado.
  4. Ligue para um corretor de seguros e peça cotação de RCTR-C, RC-DC e RC-V.
  5. Separe CNH, CPF, comprovante de endereço e CRLV, com foto legível de cada um.

Com esses cinco resolvidos, o resto é preenchimento — e o passo a passo no gov.br te leva até o fim.

Se preferir não montar esse quebra-cabeça sozinho, a gente confere sua documentação, diz exatamente o que falta e conduz o processo até o registro sair.

Tirar minha ANTT

Perguntas frequentes

Como tirar a ANTT?

O que se tira é o RNTRC, no sistema oficial da ANTT, usando conta gov.br nível prata ou ouro. É preciso ter curso TAC ou 3 anos de experiência comprovada, documentos pessoais, o CRLV dos veículos em seu nome e a comprovação dos seguros obrigatórios RCTR-C, RC-DC e RC-V.

Quanto custa tirar a ANTT?

O registro é gratuito. Têm custo o curso TAC, quando necessário, e os seguros obrigatórios, que são despesa recorrente. Assessoria é opcional e cobra pelo serviço, nunca pela emissão — não existe taxa da ANTT para emitir o RNTRC.

Dá para tirar a ANTT sozinho?

Dá. O sistema foi feito para o próprio transportador usar e o processo é online. A dificuldade costuma estar nas exigências em volta — curso, seguros e veículo em nome de terceiro — e não no preenchimento em si.

Preciso de CNPJ para tirar a ANTT?

Não. O transportador autônomo se registra como pessoa física ou MEI, na categoria TAC. CNPJ é exigido da empresa de transporte (ETC) e da cooperativa (CTC).

Quanto tempo demora para o registro sair?

Com a documentação completa e conforme, o registro é gerado pelo próprio sistema. O prazo real depende do que ainda falta: o curso TAC é o item que mais atrasa quem está começando, seguido da contratação dos seguros.

Posso tirar a ANTT com o caminhão no nome do meu pai?

Não diretamente. O veículo precisa estar no seu nome ou vinculado por contrato de arrendamento. Sem isso, a inclusão da placa na sua frota não é aceita.

Tirei a ANTT e agora? Preciso renovar todo ano?

O registro não expira num prazo fixo, mas exige manutenção: atualização dos dados cadastrais e cumprimento dos requisitos, inclusive a comprovação dos seguros. Registro sem manutenção cai em situação irregular.